Como fazer patches e emblemas do zero: do corte do tecido ao acabamento da borda costurada
Os patches e emblemas bordados são peças versáteis, lucrativas e extremamente procuradas no mercado de bordado eletrônico. Eles permitem personalizar jaquetas, mochilas, bonés, uniformes corporativos e vestuário de grupos (como motociclistas e equipes de artes marciais) sem a necessidade de bordar diretamente na peça pronta.
Para quem produz, fazer patches traz uma enorme vantagem: o bordado é feito em pequenas superfícies planas, o que reduz perdas de tecidos caros e facilita a produção em lote.
No entanto, para conseguir aquele visual profissional de loja — com bordas firmes, bem seladas e sem fios desfando —, é preciso seguir uma técnica estruturada.
Neste artigo, você vai aprender o passo a passo completo para criar patches e emblemas do zero no seu ateliê, desde a preparação dos materiais até o acabamento da borda.
Materiais necessários para criar patches profissionais
Para garantir que o seu emblema fique rígido, durável e bem acabado, reuni os materiais ideais:
Tecido base firme: Nylon 600, brim, sarja encorpada, feltro de boa qualidade ou couro sintético.
Entretela: Entretela rasga-fácil pesada ou entretela de recorte (cutaway).
Termocolante definitivo ou filme termofusível: Para dar estrutura ao patch e permitir que o cliente aplique na roupa com o ferro de passar.
Matriz com acabamento em ponto cheio (Satin): A matriz precisa ter um contorno bem definido e denso para fechar a borda do emblema.
Tesoura de precisão ou selador térmico (pirógrafo/ferro de solda): Dependendo da técnica de corte escolhida.
As duas formas de produzir patches no bordado eletrônico
Existem dois métodos principais para confeccionar emblemas: o método de corte prévio/posterior na máquina e o método de corte térmico externo. Veja como funciona o processo completo:
Método 1: Borda bordada diretamente no bastidor (Passo a passo)
Este método é ideal quando você quer que a própria máquina de bordar faça o acabamento completo da borda em ponto cheio (satin).
Estruturação do tecido: Antes de ir para a máquina, aplique uma camada de termocolante no avesso do tecido que será a base do patch. Isso evita que o tecido desfie e dá o corpo necessário ao emblema.
Montagem no bastidor: Prenda a entretela pesada no bastidor e fixe o tecido estruturado por cima usando cola em spray temporária.
Bordando o miolo: Execute todo o desenho interno do emblema (textos, logos e preenchimentos).
Linha de marcação e corte: A matriz fará uma linha de costura delimitando o formato do patch. Pause a máquina, retire o bastidor (sem remover o tecido dele) e corte o excesso de tecido bem rente a essa costura com uma tesoura de precisão.
Acabamento da borda: Volte o bastidor para a máquina e inicie a última etapa. A máquina fará o ponto cheio pesado (satin) cobrindo totalmente a borda cortada.
Remoção: Retire a peça do bastidor e remova a entretela do avesso.
Método 2: Bordado no tecido e corte térmico (Para tecidos sintéticos)
Se você utiliza tecidos de base sintética (como o Nylon 600 ou cetim dublado), pode usar a técnica de corte térmico para um acabamento perfeito e rápido:
Borde a matriz completa: Borde a arte e a borda em ponto cheio normalmente sobre o tecido montado com a entretela.
Remova do bastidor: Retire a peça e remova o excesso de entretela do avesso.
Aplique o termocolante no avesso: Cole o filme termocolante definitivo no avesso de todo o bordado usando o ferro de passar ou prensa térmica.
Corte térmico com pirógrafo: Com o patch sobre um vidro ou chapa metálica, passe um pirógrafo ou ferro de solda de ponta fina bem rente ao contorno do ponto cheio. O calor vai cortar o tecido e selar os fios de poliéster ao mesmo tempo, impedindo qualquer desfiamento futuro.
Dicas para valorizar seus patches e vender mais
Ofereça a opção com velcro: Além do termocolante, adicione velcro macho no avesso dos patches para atender clientes militares, praticantes de airsoft ou uniformes de segurança.
Atenção à densidade do ponto de borda: O ponto cheio do contorno deve ter uma largura mínima de 3 mm a 4 mm e densidade suficiente para não deixar o tecido de baixo transparecer.
Capriche na apresentação: Entregue os patches já com uma cartela explicativa ensinando o cliente a aplicar a peça com o ferro de passar roupas em casa.
Conclusão
Fazer patches e emblemas do zero é uma excelente estratégia para diversificar o portfólio do seu ateliê e criar produtos de alta rotatividade. Escolhendo a técnica ideal para o seu tipo de tecido e caprichando no acabamento da borda, suas peças terão qualidade de fábrica!



